quinta-feira, 28 de abril de 2011

Que não seja apenas Real, mas verdadeiro



Em nenhum dos noticiários que li e ouvi hoje, deixou-se de tratar da euforia que ronda os últimos preparativos para o casamento do Príncipe William com a então famosa Kate Middleton, que por sorte ou por azar não sei, deixa de ser plebeia amanhã.

As fotos estampam todas as publicações nacionais ou internacionais, acompanhadas de informações sobre a cerimônia, os detalhes da festa e dos convidados, artistas, políticos e líderes mundiais importantíssimos.

Cheguei a ouvir no rádio que na Bahia vai haver festa de casamento para o casal – e detalhe, sem o casal, que começa já na madrugada de hoje e entra pela entra sexta-feira afora. Ouvi que a famosa cerveja também foi barrada na festa, por ser pouco nobre para o evento e vi uma matéria, em um portal nacional que divulgava um protocolo de forma de apresentação para a família real, explicando com detalhes como se vestir para a ocasião, como cumprimentar a rainha ou comer à mesa dos nobres, pensei: É bem interessante, mas quem foi convidado para a cerimônia provavelmente não precisará ler essa matéria para saber essas informações, portanto, para mim, ela é desnecessária apenas.

Entre as curiosas tentativas da imprensa em divulgar uma informação inédita para os reles mortais sobre o Casamento Real, vi uma nota que dizia “Kate não deve prometer obediência a William”, completando que a noiva prometerá “amar, confortar, honrar e proteger o futuro marido”, o que ao meu ver, ser for cumprido já estará de bom tamanho.

E o quero dizer com essa ladainha que provavelmente você também já está vendo ou ouvindo? É dizer que nossa cultura humana tem mesmo tendência de valorizar o espetáculo, o glamoroso, o grandioso, sem ao menos se preocupar em pensar sobre o fato puro, o verdadeiro, nesse caso que o único e Real motivo para que dois jovens tão bonitos se casem: eles querem dividir os próximos anos de suas vidas um com o outro e desejam com todas as forças serem felizes!

Quem se importa com o que Kate jurará a William desde que ela o ame e o respeite? Alguém hoje em dia tem se importado com juramentos, isto é, comparecer na frente das pessoas e jurar é fácil, mas o que percebemos atualmente é que as pessoas não se envergonham mais em descumprir com suas palavras. A princesa Diana também jurou amor e fidelidade ao príncipe Charles e sabemos que nos últimos anos em que estiveram juntos já não se davam muito bem e o casamentos já era servia apenas para manter o figurino.

Penso então para que vale tanto conservadorismo e protocolos, cerimônias e notoriedade? Se o mais importante e o que realmente deveria ser pesado é o investimento que as duas pessoas que se casam fazem em suas vidas? Não sei.

Aproveitando a deixa cito aqui uma jovem que conheci há poucos dias e que não é Kate Middleton, mas é uma verdadeira noiva Real. Ela também se casará nos próximos dias e está exalando felicidade. Os olhos de Déborah brilham quando ela comenta sobre o casamento e dá para ver na sua face como ela quer que tudo dê certo, não só com a cerimônia, mas com a vida.

Só me resta parabenizar tanto Kate como Déborah e torcer para esses casais cumpram mais do jurarem, amem o quanto prometeram amar e sejam humildes para reconhecer o quanto terão de lutar se quiserem levar seus casamentos além das vistas e da tão badalada cerimônia!


terça-feira, 26 de abril de 2011

CHIQUE SEMPRE

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma  pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.


Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É  "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!


Mas  para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de  se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.


Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz.


Por Glória Kalil