quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

"Tudo o que conseguia pensar era: 'será que ele viu a lua hoje?' Será que em meio a tanto trabalho, obrigações e preocupações ele pôde parar para observa - lá?

Seria uma pena se não a visse porque ela está linda. Pode ser que não tenha visto como ela brilha e irradia uma luz incomum, até mesmo para os mais observadores...

Fosse eu a dona do seu coração lhe atentaria para o fato:
- Amor! Para. Respira. Acalma. Olha pra cima. Observa (assim mesmo, no imperativo, que era pra não correr o risco de não ser atendida).
Ela está cheia, linda, ousada, carente, ímpar, inspiradora, sozinha, romântica, nua... Tem um brilho diferente e próprio. 

E deixaria a janela do nosso quarto aberta hoje e fantasiaria que sua luz banharia nossa cama, nossa pele... Mesmo medrosa como sou, temendo que alguma criaturinha que habita o quintal visse a invadir o quarto. Me atreveria. Esta noite sim. Eu sei que valeria a pena."