terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Carta de Ano Novo: Porque ou para quê querer mais?



Para quê? - Não sei. Não fui eu quem projetou a mente humana com todas as suas limitações, complexidade e em todo seu paradoxo... só posso dizer do que sinto e vejo (ou penso que vejo, já que meus sentidos funcionam em conjunto com essa mesma mente estranha, de que lhe falo). No entanto, penso que querer é a essência de algo que rege a vida. 
Querer nos torna humanos, sonhadores, errôneos e até hipócritas. Querer nos faz levantar todas as manhãs em busca de uma fórmula que nos faça conquistar o almejado e aí, quando conseguimos conquistar o que queremos, no outro dia já é preciso querer mais...
Não é complexo, na verdade, é bem simples: se você para de querer, para de viver, daí vira alvo fácil para toda sorte de enfermidades, do corpo, da alma, da mente e do coração.
Em tempos de superficialidades e rotinas fúteis eu ousei querer mais. Quis mais que um sorriso amarelo em sinal de amor. Quis mais que uma rotina de lamentos em prol de tudo o que eu escolhi para mim mesma. E, embora muitas das escolhas que fiz fossem acertadas, outras foram extremamente equivocadas (e dói descobrir o caminho espinhoso pelo qual seus próprios pés o levaram).
Em tempos de passividade eu ousei querer mudar meu ‘destino’ e apostar em um futuro impensado – pela minha mãe, por exemplo. Quis sonhar, quis querer, quis conquistar...
Por que estou lhe escrevendo essas coisas?
Porque este é o primeiro domingo do ano e estou pensando no que mais desejo a você. Cheguei à conclusão que desejo que você queria! E queria muito (muitas coisas boas!).
Queira ser, queira viver, aprender, dividir... queira ser forte, lutar... queira ser você mesmo (em toda sua essência, formosura, doçura, graça, grandeza, beleza, alegria e sensibilidade!). Queira rir da vida e, na cara dela, se um dia achar que lhe trapaceou...
E queira, acima de tudo, conquistar a ‘utopia’ pela qual tanto sonhamos e lutamos: seja feliz em 2014!

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